quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Papinha Salgada

Após 15 dias só na frutinha, o eduardo adora banana, maça e mamão, porém o suco de laranja ainda não é fâ. Dia 21 dei a primeira papinha salgada. Quem fez foi a vovó dione, e adivinhem!!!! a mesma cara que ele fez com as frutas fez com a papinha, então imagino que daqui uns 15 dias ele vai gostar de comer hehhehehe
O alberto chegou dos EUA trazendo muita muamba e um brinquedo enorme para o eduardo, que por sinal ele amou. Quem deu o brinquedo foi a vó Estela. O eduardo A D O R A o briqnuedo, ficad e pé, dança, coloca as bolinhas, um sarro.
Aprendeu a fazer não não com a cabeça e engatinha para trás. Estou cheia de coisas pra fazer e sem meu computador, então outra hora posto fotos e mais noticias
bjos

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Algumas coisas que não contam pra nós quando o bebe nasce

retirado do site: baby center
Link: http://brasil.babycenter.com/baby/como-fica-depois-bebe/surpresas-bebe/


Por mais que você se prepare, não tem jeito: a vida como pai e mãe é sempre surpreendente. 

Seu filho vai te desafiar, vai te fazer chorar -- de tristeza e de tanto rir --, e vai fazer você esquecer de tudo aquilo que precisava tanto fazer. A vida que você tinha antes vai simplesmente desaparecer. E aí ele vai fazer surgir uma vida nova, muito mais complicada -- mas muito mais bonita. 

É claro que para cada um a grande surpresa vai ser diferente. Mas o BabyCenter fez uma enquete com mães e pais e abaixo você vai ler os resultados. E depois conte, na área para comentários, qual foi a sua grande surpresa! 

1. O relacionamento do casal muda 

Vocês eram inseparáveis, faziam tudo juntos, estavam sempre namorando? Pois agora mal se falam se não for sobre o filho, vivem discutindo, e a preocupação tomou conta da vida de vocês. 

Mesmo que seu filho tenha sido planejado com todo o amor do mundo, a relação de vocês fica afetada com a chegada dele. Segundo o psicólogo Sam Jinich, para 66 por cento dos casais estáveis, o índice de satisfação com o relacionamento cai no primeiro ano com o bebê. 

"Os conflitos aumentam drasticamente, a intimidade emocional e física despenca. É frequente que os dois se sintam ignorados, desprezados, solitários, incompreendidos", diz o psicólogo. 

Os novos desafios também podem reforçar problemas do relacionamento que estavam guardados lá no fundo. 

A boa notícia é que aquele amor tão legal entre vocês pode sim voltar. Um dos principais pontos é se comunicar -- dizer o que está sentindo, em vez de engolir a tristeza. 

O trabalho braçal com a criança também vai diminuindo com o tempo, e vocês terão um pouco mais de espaço para planejar programas ou simplesmente ficar juntos, mesmo que seja em casa mesmo. 

E, quando vocês se acostumarem com essa história de ser pai e mãe, pode ser que se amem mais ainda. Numa pesquisa feita pelo BabyCenter internacional com mais de 42 mil mães, 73 por cento consideraram seus parceiros ótimos pais. Esse tipo de admiração pode até reforçar a relação do casal. 

2. Cadê o tempo? Sumiu! 

Uma chuveirada tranquila, ouvindo música, com direito a sessão de cuidados com a pele, virou um luxo. Quem tem tempo para isso? Você se arruma, organiza tudo para chegar ao pediatra na hora certa, mas quando vê já passaram mais de 15 minutos da hora da consulta e você ainda está longe. 

Os meses de licença-maternidade passam e não sobra tempo para nada! E você tinha grandes ambições de organizar aquelas fotos ou fazer um monte de visitas e passeios. 

No começo, lidar com as mamadas, sonecas, cólicas e fraldas ocupa todo o tempo livre. Depois, o caos diminui um pouco. Para conseguir fazer tudo, muitos recorrem a rotinas estruturadas (mesmo aqueles que não gostavam de ter hora para nada...). 

3. Você muda de cara -- e de corpo (tanto a mãe quanto o pai!) 

As mudanças físicas que vêm com o bebê pegam muita gente de surpresa. E não estamos falando só das mães. 

É verdade que a mulher pega o grosso das mudanças. O corpo fica diferente:quadris mais largos, barriga nada lisinha, pés maiores, seios inchados (ou desinchados demais!). 

Mas os pais também mudam -- por causa do ganho de peso "solidário" durante a gravidez e pela diminuição na atividade física depois que o bebê nasce. 

Nem todas as mudanças são para sempre: o olhar cansado vai melhorar, ocabelo vai parar de cair e a barriga vai ficar cada vez menor. E nem todas são ruins: às vezes umas curvinhas aqui e ali são benvindas. 

4. Você entra para um clube superexclusivo 

De uma hora para outra estranhos sorriem para você, e mulheres puxam o papo na fila do supermercado. O chefe pergunta como anda a busca pela escolinha, e você começa a conversar com os vizinhos do prédio. O bebê equivale a uma carteirinha de sócio para um clube superexclusivo, mas universal: o clube dos pais e das mães. 

É uma nova oportunidade de fazer amigos. E, agora que o mundo gira em torno de uma criaturinha que nem fala, é uma grande chance de manter uma conversa com adultos, embora o tema seja quase sempre a criança. 

Outro sinal de que você entrou para o clube é quando passa a se apresentar como a "mãe do Felipe" ou o "pai da Sofia". Da primeira vez que você pronuncia as palavras, dá até um arrepio. 

5. Você é mais forte do que imaginava 

Uma leitora conta: "É incrível ver do que sou capaz. Nunca imaginei que conseguiria me virar, correndo atrás de gêmeas, tendo dormido três horas à noite e comido só uma barra de cereal." 

Às vezes é a hora do parto que é surpreendente, ou algum momento de dificuldade. Mas de repente você se vê aguentando as pontas, mesmo que fraqueje de vez em quando. 

6. Você morde a língua e comete os "erros" que criticava 

"Sempre jurei que nunca ia deixar meus filhos dormirem na minha cama", conta uma leitora. "Mas aí meu bebê nasceu. Ele dormiu na minha cama até ter 10 meses, porque era o único jeito de eu conseguir descansar um pouco." 

A gente até pode ter convicções sobre como criar uma criança. Só que aí chega a nossa, e a gente percebe que ela é uma pessoinha cheia de vontades e personalidade, que nem sempre se encaixam nas nossas "certezas". Não sofra por mudar de opinião. 

Aquilo que era um "erro" de repente vira a única coisa que funciona para a família, e você percebe que não há muito de certo ou errado nessa história de ter filhos. 

Mas existem também os erros de verdade, e desses ninguém escapa, igualmente. A criança se machuca sob sua supervisão, ou você dá comida muito quente e ela queima a língua, tira um "bife" na hora de cortar a unha do bebê... Quando essas coisas acontecerem, respire fundo, agradeça por não ter sido pior e se perdoe. Todo mundo erra, até os mais devotados pais e mães. 

7. Sua relação com os amigos muda 

O afastamento em relação aos amigos que não têm filhos é inevitável, mas pode pegar você de surpresa. É difícil para uma pessoa solteira ficar ouvindo papos sobre o cocô do bebê ou se ele está mamando direito, e você não vai ter como escapar dessa conversa, afinal seu universo gira em torno disso. 

Amizades fortes e verdadeiras sobrevivem, depois do afastamento inicial. É preciso ter paciência. Às vezes elas voltam quando as crianças são maiorzinhas e você tem mais tempo. Às vezes os amigos é que entram nesse mundo e voltam a querer se encontrar. 

E você tem um papel nisso. Depois dos primeiros meses, encontre 15 minutos do seu dia para ligar para uma amiga, ou escrever um email. Os contatos ao vivo ficarão mais escassos, não tem jeito, mas pelo menos deixe claro que você não esqueceu pessoas tão queridas. Além disso, você pode até pedir para os amigos avisarem se você estiver "exagerando" na dose do papo sobre filhos! 

8. Tem horas em que você simplesmente quer fugir 

Ter um filho não significa viver num eterno comercial de margarina. Há um monte de tarefas chatas para fazer, mais as noites em claro, uma atrás da outra, e a frustração de não saber nem por que afinal das contas ele chora tanto. 

Não há nada de errado para uma mãe se sentir um pouco aliviada com a volta ao trabalho, onde se sente muito mais eficiente que em casa com um bebezinho (que envolve um trabalho sem fim). 

Pode ser que ninguém consiga irritar você tanto quanto um filho. A criança conhece tão bem os pais que sabe exatamente o que pega para cada um. Numa enquete feita pelo BabyCenter internacional, 79 por cento das mães afirmaram achar, às vezes, que não foram feitas para ser mães. E 49 por cento disseram que, vez ou outra, ficam com raiva do filho. 

Mais um pequeno brinde: você provavelmente vai ficar mais doente. Vai pegar as gripes e resfriados do bebê, e até aquele temido vírus que causa vômito e diarreia, e vai precisar continuar no papel de mãe e pai mesmo se sentindo supermal. 

A mãe perfeita seria aquela que amasse cada momento com os filhos, mesmo depois de a criança ter jogado o prato inteiro de comida no chão de propósito, pela terceira vez na mesma refeição. O pai perfeito estaria sempre sorridente, mesmo depois de te levado um chute na canela porque o filhinho não queria tomar banho. Só que a maioria de nós, mortais, não é perfeita. Então conte até dez, se afaste se for preciso, deixe o nervoso passar e siga em frente, sabendo que todo mundo sente vontade de fugir de vez em quando. 

9. Você sente o maior amor do mundo 

Todas as emoções adquirem um novo nível de profundidade. Tudo fica mais intenso. Assistir ao jornal que mostra problemas com crianças vira uma tortura. Ver o bebê dormir já traz lágrimas aos olhos. A saudade toma uma dimensão estranha: algumas horas longe do seu filho parecem uma semana! 

Numa enquete do BabyCenter internacional, 79 por cento das mães afirmaram que choram mais desde que o filho nasceu, seja de tristeza ou de felicidade. 

10. Você tem de se afastar da criança muito antes do que imagina 

A cada nova conquista do seu filho, ele caminha para longe de você, na direção da independência. 

Talvez você se dê conta disso quando vir o bebê engatinhando para o outro lado da sala, sem olhar para trás, ou seu filho com os passinhos recém-aprendidos disparando na direção do pipoqueiro, ou a criança maior que já não quer mais tantos abraços, ou que diz "Deixa que eu faço!". Junto com o orgulho e a realização de ver seu filho crescendo, vem uma pontinha de melancolia. 

É uma tentação mantê-los sempre por perto, mas os filhos precisam caminhar com as próprias pernas, e você pode ajudar o seu a ser independente desde cedo. 

E antes que imagina você vai começar a repetir aquilo que sempre ouve de pessoas mais velhas, no elevador, na rua: "Aproveita agora, porque o tempo passa voando..."

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Esforço

Um sarro!!! Hoje o eduardo descobriu que ele precisa fazer um certo movimento pra falar mamae. Então ele me encherga dá um sorriso e começa fazer esta cara
e fazendo força "huuuuuuuummmmmmm" sai um "má" e ai recomeça a sorrir, fazer força e sai o má heheheh muito lindo. Depois dele fazer isso umas 5 vezes cheguei pertinho dele, ajoelhada no chão, ele veio, esticou as duas mãos, pegou no meu rosto, deu um sorriso, falou má de novo e me abraçou! COISA MAIS LINDA DO MUNDO!! Isso não tem preço! amo muito tudo isso! 

E o papai foi pros EUA

E o papai foi pros EUA e nós ficamos....ficamos cheios de saudade...
Tinha aula, fui buscar a gabi no trabalho e fomos nos 4, mãe, gabi, eduardo e eu pra floripa. Peguei todo aquele lindo trânsito, fui na aula, deixei as meninas no hotel, fui pra casa da silvia. Dormi muito pouco, ficava com medo do eduardo cair, chorar e tudo mais... fiquei sem bateria no carro, salo nos levou almocar, meu colega adriano me salvou, ajudando a recarregar a bateria. Eduardo sente falta do papai e muito.
Não tem dormido direto, não fica longe de mim, o tempo todo tenho q ficar perto...
Ontem a rose veio aqui e pra variar ele deu o show dele, só dormiu quando ela pegou ele no colo e fez dormir....
este menininho!!!!!
Hoje quando conseguimos finalmente falar com o alberto, o eduardo, se arreganhou inteiro quando viu o pai dele, e chorou pq queria colo e não ganhou... tadinhoooo.
Ta perigosooooo, se jogando do sofá, querendo ir pra um monte de lugar, pegar tudo e mais um pouco hehhehe
ta descobrindo o mundo!!!!
Teve um fato este final de semana no shopping...
Eu fui amamentar o eduardo na sala de amamentação. Cheguei lá e já tinha uma mãe com sua filhinha. Conversei com ela, como mães sempre fazem..... ela falou que a sua bebe tinha tomado as vacinas e estava com reação, não queria comer a papinha. Falou também que a bebe só estava mamando por mamar, que ela já tinha pouco leite... ok até então... ela tirou a bebe do peito, e ela chorou, chorou, berrou, berrou e a mãe disse que não ia mais dar peito pra ela... e a bebe chorando... de fome.... era choro de fome.... fiquei doida... a minha vontade foi de arrancar a bebe dos braços dela e dar mama pra ela. Se ela já estava enjoadinha por causa da vacina, a única coisa que ela queria era ficar perto da mãe, e o melhor jeito pra isso, é mamando....
cortou o coração ver aquela bebebzinha, com fome, fome de mãe, fome de carinho, fome de leite.....
Não sei como tem pessoas que fazem isso.....

Visita do Vovô Carlos


Domingo chegou e com ele os avós do RS chegaram! A mãe pra ficar comigo enquanto o alberto viaja e o pai pra curit um pouco seu netinho.

Foi uma festa, eduardo brincou um monte com todos. Na segunda de manhã, a mãe colocou ele pra dormir na caminha que eu havia feito ao lado da minha. Lógico que eu tinha arrumado tudo, pra ele nao cair pros lados, mas de manhã cedo nem lembrei de arrumar de novo, crente que quando ele dormisse eu iria colocar ele no bercinho. Porém quem colocou ele pra dormir foi a mãe e colocou na caminha. Quando o pai subiu pra pegar alguma coisa, viu que o eduardo não estava na caminha, e foi procurar... adivinham onde ele estava????? em baixo da cama, rindo e achando o máximo. O pai me chamou e sai eu desesperada, nem lembrei de tirar uma foto heheheh. O pai socorreu o eduardo e ele achou o máximo, ficava só se arreganhando pro vô dele.

O feriado passou rápido o vovô foi pra casa e a vovô ficou hehehehh
















comendo maça
raspadinha

o que achou das minhas caras?




sábado, 4 de setembro de 2010

A importância da presença materna para a criança até os dois anos de idade.

Retirado do Blog: http://fabijulia.blogspot.com/2010/09/importancia-da-presenca-materna-nos-2.html
“Puxa, mãe, esses dois anos passaram voando hein?
Minha vida tem sido bem agitada. Aos quatro meses, ainda estava naquelas de mamar, dormir e dar umas gargalhadinhas, daí você voltou a trabalhar. Quando dei por mim estava na escolinha. Você ia e voltava, papai também, teve a história do cadeirão, eu sentado vendo as luzes dos carros, os sinais de trânsito, nossa casa de volta, eu mamando em você, papai preparando a papinha. Na escolinha o dia passava, as professoras cuidavam de mim, depois conheci os outros bebês e mesmo sem ter entrado na fase de interação, acabei aprendendo a me relacionar. Foi meio rápido, quase no tapa, levei mordidas, chorei, fui consolado, aprendi a brigar e ficar zangado. Me safei na boa, mas foi meio surpreendente, rápido mesmo, uma verdadeira luta pela sobrevivência.

Cair na vida agitada assim, perdendo todas as referências anteriores por longas horas foi meio cansativo para meus padrões de bebê. Tive gripes, fiquei manhoso, passei dias febris com você em casa, recuperei a rotina corajosamente e hoje posso dizer que em alguns aspectos eu som bem maduro para minha idade. Em outros não.

Os finais de semana sempre calibravam minhas energias; fui levando, a escolinha foi entrando em mim, virou uma espécie de casa estepe. Hoje estou bem lá, adaptado, brinco com outras crianças, tiro uma soneca depois do almoço e quando percebo já é hora da sua chegada. Ufa, que bom quando você chega. Não sou de falar muito, faço mais o tipo observador. Ainda uso fraldas e desmamei por volta de um ano. Você e a pediatra resolveram que eu poderia entrar na mamadeira, e eu peguei gosto pela coisa; hoje está difícil diminuir as mamadeiras. Como você é muito ocupada, quando eu não quero comer você prepara logo minha “dedera”, depois de culpa que eu não tenho mais idade para substituir comida por leite, tem consciência de que um bom prato de frutas com cereais é mais nutritivo para mim, mas você acha mais prático e rápido preparar a mamadeira e eu acabei acostumando, e gostando.

A fase oral, que poderia estar chegando ao fim, estica-se agora um pouco mais. Gosto muito de colo; não tenho prazer em brincar sozinho e prefiro que você faça tudo por mim. Inevitável que eu tenha muita vontade de você, muita vontade de te ver. Você ainda é a pessoa mais importante do mundo para mim e não deu para eu desgrudar devagar, então fico nessa por mais algum tempo. Nem tudo na vida tem explicação absoluta, mas devo confessar que viver longe do seu corpo durante as fases de diferenciação e subdiferenciação, que ocorrem entre o primeiro e o segundo ano de vida, teve alguma influência.

É que os bebês não nascem sabendo que são separados de suas mães, é um longo processo que só termina perto dos dois anos. Aparentemente um bebê de seis meses não se importa em ficar oito horas longe da mãe, mas não é bem assim. Por mais modernos que sejamos, ainda somos mamíferos e a amamentação e as referências familiares é o que nos tranqüilizam nesse processo de separação, que dura aproximadamente dois anos, se tudo sai nos conformes da nossa história antropológica, o que é bem raro hoje em dia. Com a mãe por perto, ou as referências mais próximas, e esse não foi o nosso caso, é mais fácil decompor esse processo e dar cabo das fases de diferenciação e subdiferenciação, que nos ajudam a amadurecer psiquicamente.

Por sorte minha professora logo assumiu o papel de referência para me deixar seguro e me sentir amado, nem sempre isso acontece, depende da preparação do profissional. Ela foi bem legal, soube compreender minhas inseguranças com muita continência, mas algumas coisas eu ainda preciso processar, afinal nasci de você e não dela, você é só minha e ela tem outros bebês, outra vida, outra casa. Até os três anos devo resolver a saída das fraldas, que eu nem me toco que existem e para que servem. Decerto vou parar de usar mamadeira, se você ajudar, mas nesse momento eu preciso esticar um pouco mais minha fase oral. O tempo que eu não tive com você para entender melhor meus próprios processos, é um tempo só meu, que não tem nada a ver com o mercado de trabalho dos adultos.

Mas não fica triste não mamãe, eu sou um bebê feliz, passou bons momentos em casa nos finais de semana, me divirto pra caramba na escolinha e já estou internalizando a presença de outras pessoas da família, com as quais convivo pouco devido a falta de tempo. Devargazinho devo conquistar a necessidade maior da fase que se anuncia e que me causa ainda um pouco de preguiça e insegurança, que é a busca de uma certa autonomia. Como a autonomia chegou antes do meu tempo biológico, acabei vinculando autonomia com separação e grude com amor. Acho que você também, por isso vive tentando me agradar, criou o viciozinho da mamadeira, quer curtir também um pouco mais o meu resto de vida como bebê.

Um dia resolvo tudo isso, viro criança de vez, deixo o bebê em mim lá trás e sigo em frente, cheio de determinação; entenderei que separações fazem parte da vida e amores de descolam vida afora. Na marra não vai, é sempre melhor com carinho e continência. Não adianta você dizer que já tenho dois anos e posso andar e correr; ainda sinto muita necessidade de ser tratado como bebê, com muito colo e atenções imediatas. Tenho poucas estratégias para lidar com a frustração da espera. Eu chego lá mãe, não há nada de errado comigo ou com você. Dentro de nossas possibilidades estamos indo muito bem, até porque os filhotes humanos tem uma incrível capacidade de adaptação. É o que estou fazendo, no meu tempo, de acordo com o seu tempo de adulta.

Nesse próximo ano, o terceiro, tenho certeza de que, você terá mais tempo para brincar comigo, afinal exigirei menos esforços corporais da sua parte e então descobriremos, juntos, novas formas de nos relacionar amorosamente sem que fiquemos presos a padrões típicos da fase oral. Corra mamãe, para a papelaria mais próxima e descubra quebra-cabeças, jogos de montar, aquarela, papel e massinha. Nós vamos conseguir.” 


Texto de Claudia Rodrigues – jornalista, educadora somática e mãe de três filhos.
Ai ai ai!!
enchi os olhos de lágrima e fiquei pensando: será que o alberto aguenta dois anos só ele com as contas da casa? Será que meus frees serão o suficiente pra ajudar? Será que eu, com toda minha hiperatividade e impaciência consigo ficar 2 anos em casa? Será que eu vou conseguir deixar o eduardo na escolinha? será que vou conseguir me separar dele apesar do minha exaustão?
pois é ... são coisas a se pensar, a resolver... sem culpa e com consequências.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Primeira Fruta


Fomos hoje a pediatra. Seis meses já esperava que viesse a frase: vamos começar a colocar comidinha!!!!
Acho que na próxima consulta vamos filmar a Dr Beatriz e deixar passando pro eduardo. Ele é apaixonado por ela, fica cuidando bem quietinho tudo o que ela faz, quando ela fala ele ri que se acaba, coisa mais fofa!

Bom pela primeira vez me senti incompetente... okok drama meu, mas foi ruim escutar ele esta com 8550kg. Ou seja ela engordou 450gr... Sei que pra idade dele o ideal é engordar 600gr no mês, e sei tbem que ele tem peso de sobra, mas fiquei pensando: o que estou fazendo de errado?
Fora isso ele está bem, pode ser que as crises de choro a noite sejam realmente cólicas, e vou tentar o luftal.
Ele cresceu 4cm!!!!! esta com 67cm.







Então ela passou a lista de frutas e papinha. Até segunda é para dar uma fruta por dia, banana branca, mamão papaia, maça argentina e suco de laranja lima. Eu fui comprar as frutas e esqueci da laranja, meus planos era dar   um suquinho pra ela, mas.... Tentei a banana!!
Bom o seu Eduardo, creio eu,  gostou de banana, pois apesar de fazer sua careta de arrepio no final de cada colherada, pegava a colher e levava a boca de novo.



E assim foi, a primeira frutinha dele, amanhã acho que darei maçã e vamos lá, alimentos sólidos pro eduardo.
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